abril 2012

LEÃO DIZ QUE LINHA 1 DO METRÔ TEM R$ 546 MILHÕES PARA 2ª ETAPA

O  deputado federal João Leão (PP) voltou a firmar, desta vez ao jornal Tribuna da Bahia, que não existe a tentativa da Prefeitura de dificultar o andamento dos trabalhos do Comitê da Mobilidade que pretende viabilizar a linha 2 do metrô de Salvador.

O Comitê de Mobilidade é formado pelo governo do estado e pelas prefeituras de Lauro de Freitas e de Salvador.

Segundo ele, a Prefeitura do Salvador é parceira do governador Jaques Wagner, mas que não se pode tentar atrapalhar o metrô, que já está pronto, de funcionar.

O deputado lembrou que está previsto no orçamento do governo federal para este ano, através do PAC – Mobilidade Grandes Cidades, recursos da ordem de R$ 546 milhões para conclusão da segunda etapa da Linha 1 do metrô de Salvador, que ligará a Rótula a Pirajá; e mais R$ 50 milhões que serão usados para realização de estudos e elaboração do projeto da Linha 3, que transportará os soteropolitanos de Pirajá a Cajazeiras

ACM NETO NÃO DESCARTA CANDIDATURA ÚNICA

ACM Neto comentou que ainda não descartou por inteiro a possibilidade de uma candidatura única, em outubro.  O PMDB e do PSDB, manifestado insatisfação com a postura do DEM, que colocou na rua a pré-candidatura de Neto, o democrata amenizou o discurso em relação a uma possível individualidade e reiterou que o caminho permanece aberto para a unidade da oposição na capital baiana.
O deputado negou que o partido esteja pressionando o PSDB a apoiá-lo e minimizou uma suposta influência da conjuntura nacional dos partidos no pleito da capital baiana. Em conversa com a Tribuna, Neto descartou os rumores de que os democratas estariam cobrando apoio ao PSDB, como forma de retribuição, referente à aliança firmada nas últimas eleições.
A cúpula do DEM teria colocado o PSDB contra a parede por causa do apoio concedido nos cinco dos últimos seis pleitos. “De forma alguma existe isso. Cada partido é independente, autônomo de acordo com os seus princípios, ideias e militâncias. Não existe pressão”, frisou.
Segundo ele, o ideal é que não exista interferência nacional no cenário municipal. “Nem para trocas de apoio entre cidades, nem para impedir que um partido que faça parte da base nacional possa apoiar um candidato da oposição em Salvador”, disse, se referindo claramente ao PMDB que compõe a aliança da presidente Dilma Rousseff (PT) e em solo baiano é adversário do governo Jaques Wagner (PT)

JUTAHY DIZ QUE ALTO CUSTO PREJUDICA INDÚSTRIA

Durante o discurso na Câmara Federal, ontem, o deputado federal Jutahy Júnior (PSDB) alertou para o alto custo da energia como fator inibidor à competitividade da indústria  brasileira. “A indústria brasileira consome 43% da energia elétrica do Brasil e, desta, a indústria química representa 12%.
Apesar de o Brasil possuir uma matriz  essencialmente hidráulica,responsável por 90% da geração de energia no País, hoje a nossa energia está entre as mais caras do mundo”. Em relação à Bahia, Jutahy afirma que o estado possui a quarta tarifa mais cara de energia elétrica do País.
Ao fazer um comparativo com a taxa nacional que supera os países do Brics, grupo composto por Brasil, Rússia, Índia e China, o parlamentar lembrou que a Bahia está ainda acima da média brasileira, o que representa uma perda de competitividade gigantesca da nossa indústria.

Duas pessoas morrem em acidente de moto

Duas pessoas morreram neste sábado (28), no Km 02 da BA-507, na cidade de Pojuca, localizada a 67 km de Salvador.

De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o acidente aconteceu quando uma motocicleta colidiu com um micro-ônibus e os ocupantes da moto morreram.

O condutor da moto, Denivaldo Santos do Nascimento e o carona, Anderson dos Santos da Silva, 16, não foram socorridos, porque morreram no local.

CACHOEIRA E DELTA SÃO DEPOIMENTOS MAIS PEDIDOS POR MEMBROS DA CPI

Devido aos escândalos de Corrupção, os depoimentos do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e de dois ex-dirigentes da empreiteira Delta (Fernando Cavendish,ex-presidente, e Cláudio Abreu, ex-diretor na região Centro-Oeste) são os mais desejados pelos membros da CPI mista que vai apurar o envolvimento de políticos e empresários com o grupo do contraventor preso pela Polícia Federal.
Na próxima quarta-feira (2), os 32 integrantes da CPI (16 deputados e 16 senadores) fazem a segunda reunião de trabalho, na qual deverão ser votados os 168 requerimentos protocolados até esta sexta (27).
Do total, 115 são pedidos de convocação de depoentes, dos quais 24 têm Cachoeira, Cavendish e Abreu como alvos (oito requerimentos para cada um), segundo dados disponíveis na página da CPI no site do Senado.
Cachoeira é o personagem central da CPI – apontado como chefe de uma quadrilha que explorava jogo ilegal em Goiás, ele é suspeito de ter montado uma rede de corrupção com influência sobre governos, parlamentares e empresas

O homem de Cachoeira na Justiça

Como a organização de Carlinhos Cachoeira aproveitou-se do prestígio do senador Demóstenes Torres para tentar influenciar decisões judiciais

 

ALIADOS O senador Demóstenes Torres (acima, à esq.) e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Eles discutiram formas de  conseguir decisões favoráveis na Justiça (Foto: Dida Sampaio/AE e Bruno Stuckert/Folhapress)

A organização criminosa comandada pelo bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ficou conhecida até agora por sua atuação em jogos ilegais, corrupção de agentes públicos e políticos e contrabando. A intensa atividade fica clara no extenso material obtido pela polícia na investigação que resultou na Operação Monte Carlo, em 29 de fevereiro. Gravações obtidas por ÉPOCA mostram, agora, uma nova faceta da atuação da turma. Para isso, a organização aproveitou-se da projeção e da boa imagem sustentada até então por seu integrante mais conhecido, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). O objetivo era tentar influenciar decisões do Sistema Judiciário.  

Em fevereiro do ano passado, a Polícia Federal (PF) prendeu 19 policiais militares em Goiás durante a operação Sexto Mandamento – na Bíblia, “Não matarás” é o sexto dos dez mandamentos. De acordo com a investigação da PF, os policiais faziam parte de um grupo de extermínio acusado de matar inclusive crianças, adolescentes e mulheres sem envolvimento com práticas criminosas. Alguns assassinatos foram cometidos no horário de expediente dos policiais. Os suspeitos foram levados para o presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

DOIS AMBIENTES A CPMI do Cachoeira no Senado (no alto) e o presídio de Campo Grande (acima). Cachoeira e Demóstenes discutiram como livrar policiais do presídio. Na CPMI, Cachoeira será a principal estrela, ao lado da empreiteira Delta (Foto: Geraldo Magela/Ag. Senado e Dida Sampaio/AE)

Dias depois, em 3 de março, a situação dos policiais foi tema de uma das centenas de conversas entre Cachoeira e Demóstenes. Cachoeira pede a Demóstenes que converse com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para tentar transferir os policiais para um presídio goiano. As gravações mostram que o senador da República orientou o bicheiro no procedimento para ajudar os PMs acusados de assassinato.

“Eu tava com o Ronald hoje (…) o Estado interceder através do Ronald para puxar esse pessoal pra cá pra cumprir aqui”, diz Cachoeira. “Ronald” é Ronald Bicca, procurador-geral de Goiás na ocasião. Com seu conhecimento e experiência no Judiciário, Demóstenes – ex-procurador-geral do Ministério Público (MP) de Goiás e ex-secretário da Segurança do Estado – afirma que Bicca precisaria concordar com o pedido de remoção dos presos para que ele pudesse ser levado adiante. E diz a Cachoeira que seria mais eficaz atuar no MP. “Eu já falei com a turma para dar o parecer favorável. Fica tranquilo”, diz Demóstenes. Cachoeira pergunta quando aconteceria isso. Demóstenes diz que quando “assumir o moço”.

Oito dias após o diálogo, Benedito Torres, irmão de Demóstenes, assumiu a Procuradoria-Geral do MP de Goiás. Benedito afirmou a ÉPOCA que “não daria abertura a esse tipo de tratativa”. O MP afirma que “todos os pareceres da instituição foram contrários à aventada transferência”. O governador Perillo diz que jamais recebeu pedidos de Demóstenes para interceder em favor dos acusados. “O governador jamais permitiria sequer ser abordado para tal propósito”, disse Perillo em nota. O ex-procurador-geral Bicca disse que não foi procurado por Cachoeira ou por Demóstenes. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirma que o senador Demóstenes Torres não vai comentar as acusações porque considera as gravações da Polícia Federal ilegais. A Justiça autorizou, em junho, a transferência de 15 presos para o Centro de Custódia da Polícia Militar, em Goiânia. Mais de um ano depois da prisão, apenas um dos acusados continua preso. Os outros exercem atividades administrativas na PM.

Não há, na investigação da PF, nenhuma referência a ligações da organização de Cachoeira com mortes. Ele tinha especial interesse na Polícia Militar (PM) por razões práticas. Entre os milhares de conversas captadas pela PF, há muitos diálogos de Cachoeira e de seus auxiliares com policiais civis e militares que faziam vista grossa a seus negócios ilícitos. Cachoeira usava sua influência política para nomear delegados e oficiais da PM para cargos estratégicos. A investigação da PF mostra que ele pagava propina para policiais. Ao todo, 28 policiais militares, sete civis e outros sete federais são apontados como membros da organização. Assim, Cachoeira assegurava proteção a seu império da jogatina em Goiás e na periferia de Brasília.

Desde a prisão de Cachoeira, em 29 de fevereiro, como parte da Operação Monte Carlo, ficou claro como Demóstenes conciliava sua atuação de político probo, com imagem respeitável, ao trabalho de membro destacado de uma organização criminosa, com ramificações no jogo ilegal, contrabando, evasão de divisas e corrupção de agentes públicos. O lançamento de suspeitas tão fortes, com evidências tão claras como as levantadas pela PF, tem o poder de mudar a percepção pública sobre uma pessoa. Há políticos que, por ser alvos frequentes de acusações, nem se abalam com novas denúncias. O caso de Demóstenes é totalmente distinto. Até o início de março, ele era um parlamentar de prestígio. Chegara à política graças à atuação como promotor e secretário de Segurança de Goiás. Em nove anos como senador, construiu uma sólida imagem de inimigo da corrupção, campeão de projetos de endurecimento de leis de combate ao crime e pela atuação em temas constitucionais. Em 2010, foi o relator da Lei da Ficha Limpa, uma iniciativa que vai dificultar a sobrevivência de políticos com problemas com a lei.

mensagem 728 (Foto: reprodução)

Demóstenes foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, uma das mais importantes da Casa. É a CCJ que sabatina e aprova (ou rejeita) magistrados indicados pela Presidência da República para ocupar vagas no Supremo Tribunal Federal (STF), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Superior Tribunal Militar (STM) e para o cargo de procurador-geral da República. A posição abriu portas para Demóstenes nos mais altos escalões do Judiciário. Ele passou a ser um dos parlamentares de maior prestígio entre juízes e ministros de tribunais superiores. Passou a frequentar seus gabinetes para discutir questões constitucionais e federativas. Como membro da comissão de Orçamento, Demóstenes dedicou especial atenção às verbas destinadas ao Judiciário. Tornou-se o principal interlocutor do Ministério Público Federal (MPF) na comissão e brigava para destinar recursos ao MPF.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, foi um dos magistrados que mantiveram relacionamento próximo com Demóstenes. Eles se conheceram há cerca de dez anos. Gilmar e Demóstenes discutiram várias vezes temas relacionados ao Judiciário. Um deles foi uma Proposta de Emenda Constitucional para reforçar o papel da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Encontraram-se algumas vezes também em eventos sociais. “Até o dia em que vieram a público os fatos em torno do senador Demóstenes, autoridades públicas se relacionavam com naturalidade com o referido senador”, afirmou o ministro Gilmar Mendes em nota. “Até então o senador era credor da respeitabilidade de que desfrutava”. Recentemente, antes do conhecimento público dos relacionamentos paralelos de Demóstenes, o ministro César Asfor Rocha, do STJ, foi homenageado num jantar na casa de Gilmar. Entre os convidados de Asfor estava Demóstenes.

A boa fama e os relacionamentos de Demóstenes com pessoas influentes no Judiciário, sabe-se agora, eram vistos como um bem precioso por Cachoeira. Num diálogo de quatro minutos, no dia 16 de agosto do ano passado, Cachoeira e Demóstenes falam sobre a queda de Wagner Rossi (PMDB) do Ministério da Agricultura, sobre o ex-ministro José Dirceu (PT), até chegar à Companhia Energética de Goiás (Celg). Na conversa, Demóstenes comemora com Cachoeira uma decisão do ministro Gilmar Mendes, considerada favorável à Celg. “Conseguimos puxar aqui para o Supremo uma ação da Celg aí. Viu?”, diz Demóstenes. “O Gilmar mandou buscar, deu repercussão geral pro trem aí.”

NOVA DENÚNCIA O governador de Goiás, Marconi Perillo. Alvo de suspeitas por ligações com Cachoeira e de receber propina, ele pediu para ser investigado pela Procuradoria-Geral da República (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

No dia anterior, o ministro Gilmar decidira que o STF era o órgão competente para julgar uma disputa em que a Celg reclama indenização de R$ 1,2 bilhão da União, da Eletrobras e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O processo estava na Justiça Federal de Goiás, mas advogados da Celg recorreram ao Supremo por entender que o tribunal era o foro adequado. Gilmar aceitou os argumentos da Celg. “Há patente conflito federativo”, afirma Gilmar em sua decisão. Ele afirmou a ÉPOCA que seguiu a jurisprudência do Supremo e que não foi procurado por Demóstenes para tratar do assunto. Não há sinais de que as investidas de Demóstenes nos tribunais superiores tenham dado qualquer tipo de resultado. Mas a investigação da PF deixa claro que ele tentava usar seu prestígio no Judiciário para tentar favorecer os interesses da quadrilha de Cachoeira.

A sofisticação dos relacionamentos de Demóstenes se espelhava também por seus gostos pessoais. Demóstenes é conhecido no Congresso como um grande apreciador de vinhos e dono de uma admirada adega. As gravações da Operação Monte Carlo revelam que Demóstenes compartilhava o gosto por vinhos caros com Cachoeira. Num dos diálogos interceptados pela PF, Gleyb Ferreira, um dos auxiliares de Cachoeira, informa a Demóstenes os preços de cinco garrafas de vinho: duas, de determinado tipo, custavam US$ 2.950 cada uma; as outras três, de outro tipo, sairiam por US$ 2.750 cada uma. Demóstenes autorizou a compra e pediu para debitar no cartão do “amigo deles”. No dia 16 de agosto, Gleyb comenta com Geovani, outro comparsa de Cachoeira, que Demóstenes autorizara a compra de cinco garrafas e que cada uma delas custava R$ 30 mil no Brasil. Em outra conversa, Cachoeira testa os conhecimentos de Demóstenes na área, ao dizer que tomava o vinho “Purple Angel”. “Você conhece?”, diz Cachoeira. Demóstenes afirma: “É um vinho com rótulo meio azulado”. O Purple Angel é um vinho chileno, produzido com uvas carmenère.

Na semana passada, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigará Cachoeira e suas ramificações iniciou seus trabalhos. Além de Cachoeira e Demóstenes, um dos principais alvos de disputa será a construtora Delta. Na semana passada, a empreiteira perdeu contratos com a Petrobras. O governador de Goiás, Marconi Perillo, decidiu não esperar ser envolvido na CPI. Pediu para ser investigado pela Procuradoria-Geral da República, após o site do jornalista Mino Pedrosa ter divulgado que um enviado de Cachoeira entregara um pacote com R$ 500 mil a Perillo no Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano. “É uma denúncia irresponsável, leviana, inverídica e despropositada”, diz Perillo. Outro governador investigado por envolvimento com Cachoeira é Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal.

As gravações revelam que Demóstenes e Cachoeira trocavam impressões sobre vinhos caros

Em paralelo à CPI, Demóstenes enfrentará um processo no Conselho de Ética do Senado. Sua cassação é dada como certa. O relator da matéria, o senador Humberto Costa (PT-PE), diz que não usará as gravações da PF. Costa quer blindar seu relatório das investidas dos advogados de Demóstenes, que tentam anular, na Justiça, a validade das gravações da PF. Se elas forem a base da acusação do Conselho, Demóstenes pode escapar. Os senadores planejam cassar Demóstenes por quebra de decoro parlamentar. Em seu discurso na tribuna do Senado, ele disse que era apenas amigo de Cachoeira. A realidade mostra o contrário.

Na semana passada, Demóstenes passou rapidamente pelo plenário do Senado. Como acontece desde o início do escândalo, foram momentos constrangedores. Apesar das disputas políticas inflamadas, o plenário é, em geral, um ambiente de camaradagem entre iguais. Os senadores se cumprimentam, se abraçam e conversam animadamente. Quando algum é fulminado por um escândalo, e não conta com apoio político forte, cai num limbo. No tempo que Demóstenes passou no plenário, poucos o cumprimentaram. Alguns evitaram fazer isso, com receio dos olhares indiscretos das câmeras. O prestígio e a imagem respeitável que Demóstenes Torres desfrutava esvaneceram-se.  

Jovem de 19 anos é morto em via pública

Um jovem de 19 anos foi morto nesta sexta-feira (27), no centro de Santo Antônio de Jesus , localizada a 193 km de Salvador. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), Tiago Souza Cruz, morreu depois de ser atingindo por disparos de arma de fogo.

Tiago foi baleado em várias partes do corpo em via pública e veio a óbito no local do crime, por isso não chegou a ser socorrido.

A polícia está investigando a motivação do crime e ainda não tem pistas sobre o autor dos disparos.

Desleixo com a educação

É bem de ver a falta que a Bahia incorre na área educacional. O governo público muita propaganda, jactando-se de que as coisas vão bem, que o Estado já é o terceira potencia do Brasil. Todavia, esquece de um item de base, imprescindível mesmo para o seu povo, que é a “Educação”. Refiro-me ao veiculo que mais tem penetração em nossas casas – a “televisão”. O governo federal criou muitos programas e cursos a distancia que são televisionados para todo o rincão brasileiro. No entanto, quando ligamos a TV Educativa, canal 2 na Bahia, observamos uma “péssima imagem” e um som de medíocre. Achamos que já é hora de o governo da Bahia exigir uma melhor atenção para o nosso canal de TV Educativa, afim de que alcancemos o nosso verdadeiro lugar. (Francisco Celso, Salvador BA  / Espaço do Leitor / A Tarde)

Mulher diz que Cachoeira se considera um ‘bode expiatório’ e ‘reflete’ sobre o que vai dizer na CPI

 

Mulher de Carlinhos Cachoeira, 49, Andressa Mendonça, 30, tem feito visitas regulares ao marido na cadeia. Deu-se na terça-feira (24) o último encontro. Em entrevista à repórter Catia Seabra, levada às páginas da Folha nesta sexta (27), ela conta o que vai na alma do marido.

Cachoeira está “revoltado”. Considera-se um “preso político”. Acha que o escolheram para “bode expiatório”. Mantém-se informado atrás das grades. Além do noticiário, “lê o Código Penal, a Bíblia e o inquérito.”  

Perguntou-se a Andressa se Cachoeira levará os lábios ao trombone ao depor na CPI que leva seu nome. E ela, algo enigmática: “Ele reflete muito. Como toda pessoa que está presa, longe dos seus, pensa uma coisa e, depois, pensa outra. Difícil saber o que vai acontecer. Ele não tomou uma decisão.”

Confinado no presídio de segurança máxima de Mossoró (RN), Cachoeira perdera “quinze quilos”. Após a transferência para a penitenciária da Papuda, em Brasília, “já ganhou peso.” Segundo Andressa, “a cabeça dele está muito bem. As ideias estão se organizando. Mais tranquilo, menos ansioso. O isolamento de Mossoró fazia-lhe muito mal.”

Aos olhos da mulher, Cachoeira é um injustiçado: “Julgam o Carlinhos por isso ou por aquilo. Mas a pessoa que eu conheço não é essa. O Carlinhos que eu conheço faz caridade, doa caminhão de macarrão para creche, doa caminhão de brinquedo. É humano, comprometido e responsável.”

Andressa aborreceu-se com um comentário feito por Pedro Simon (PMDB-RS), ao pedir que o Conselho de Ética requisitasse proteção para Cachoeira na cadeia: “Fiquei muito chateada quando um senador, acho que Pedro Simon, disse que ele é o futuro PC [Farias]. Pegaram o Carlinhos, julgaram, condenaram e agora querem matar.”

Ela acha graça quando vê amigos renegando o marido: “Isso é cômico. Não entendo. O Carlinhos tem tantos amigos de todos os níveis sociais. Não vejo problema em dizer que o conheciam.” Tem falado com Demóstenes Torres? “Falei com ele antes, agora ele está cuidando da defesa dele.”

Quando se uniu a Cachoeira foi alertada de que ele operava no ramo do jogo? “Dizer isso seria afirmar uma contravenção. Posso dizer que fui avisada que ele estava batalhando pela regulamentação dos jogos. Lá fora, Carlinhos seria considerado um grande empresário. Aqui, é contraventor. […] Ele está batalhando. Ninguém quer ficar na informalidade. Ele também não.”

Mulher é morta a facadas no bairro da Liberdade

Uma mulher foi morta a facadas na madrugada deste sábado (28) na rua direta do Pero Vaz localizada no bairro da Liberdade, próximo ao bando Bradesco. Segundo informações da Central de Polícia, Jucelene Cordeiro de Oliveira, 49 anos, foi atingida por vários golpes em todo o corpo.

A vítima não chegou a ser socorrida e acabou morrendo no local. A autoria e a motivação do crime, que aconteceu por volta das 4h10, são desconhecidas.

O corpo de Jucelene será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde será periciado. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investigará o caso.

Leão recebe o Feirense para decidir vaga na final do Baianão

“As surpresas vêm acontecendo. Teve a Liga dos Campeões, no Paulista também. Tem que entrar com muita dedicação”, prega Ricardo, ao lembrar que Corinthians e Palmeiras caíram nas quartas de final do Paulista. E para o confronto com o Feirense, Ricardo Silva terá quase todo o time completo. Michel, Geovanni e Rodrigo voltam aos 11 iniciais. Marquinhos e Romário ainda continuam de fora.  

O treinador interino confia no retrospecto rubro-negro dentro de casa este ano. “O Vitória fez gol em todos os jogos dentro do Barradão este ano e isso nos dá confiança. Vamos ter nossa torcida do lado  e isso influencia”, diz Ricardo Silva, que se esqueceu só do empate em 0×0 com o Itabuna, na primeira fase do estadual. Mas no geral, são 10 vitórias e três empates nos 13 jogos realizados no Barradão em 2012.

Além da confiança, Ricardo pede um time tranquilo em campo. A ideia é não se afobar devido à obrigação de vencer. “Não pode se atirar de qualquer jeito. Temos que procurar atacar e não tomar o gol. Sabemos que eles vêm no contra-ataque e precisamos de inteligência pra furar o bloqueio”, comenta.

A estratégia para passar pelo Feirense foi trabalhada de forma secreta no treino tático com portões fechados na quinta-feira à tarde. “Treinamos algumas variações. Faltou um pouco mais no primeiro jogo e trabalhamos alternativas pra fazer no jogo de amanhã (hoje)”, prometeu.

No domingo passado, o Leão tomou 1×0 em Senhor do Bonfim numa tarde em que o time do interior jogou melhor e criou as melhores chances. Mas no único jogo entre Vitória e Feirense no Barradão este ano, o Leão goleou por 6×1. No outro encontro entre os times, empate em 1×1, na primeira rodada do estadual, dia 15 de janeiro.

Vitória x Feirense – Semifinal do Campeonato Baiano 2012
Data: 28/4/2012, 16h
Local: Barradão
Árbitro: Arílson Bispo da Anunciação
Auxiliares: José Carlos dos Santos e Raimundo Carneiro

Vitória: Renan; Léo, Victor Ramos, Rodrigo, Wellington Saci; Michel, Uelliton, Pedro Ken e Geovanni; Neto Baiano e Rildo. Técnico (interino) – Ricardo Silva

Feirense: Naldo; Agnelo, Valdo, Alysson, Reivan; Ananias, Baiano, André Cabeça e Danilo Cruz;  

Triplo homicídio assusta moradores de Paripe

Três homens foram executados a tiros no início da tarde deste sábado (28), por volta das 12h, no bairro de Paripe, Subúrbio Ferroviário de Salvador. Os corpos de Ismael Jesus da Silva, Carlos Augusto Araújo Ferreira e do pastor Raimundo Araújo Costa estavam em uma comunidade próxima à Base Naval de Aratu, na entrada que dá acesso ao moinho, na BA-528. O crime deixou moradores da região assustados.

De acordo com informações do Departamento de Homícidios e Proteção à Pessoa (DHPP), várias viaturas da Rondesp e da companhia local fazem diligência na região à procura de cinco suspeitos acusados de matar do triplo homicídio, que teriam fugido a bordo de um Uno verde, de placa não identificada.

O crime foi registrado na 5ª delegacia, em Periperi. O DHPP ainda não tem informações sobre a autoria e motivação dos homicídios.

Em encontro ‘sindical’ o PSDB ataca PT e Dilma

 

Vinte e quatro anos depois de sua fundação, em 1988, o PSDB realiazou nesta sexta (27) o seu primeiro ‘Congresso Nacional das Lideranças Sindicais’. Deu-se em São Paulo. Participaram as principais lideranças da legenda.  

Ouviram-se críticas ao PT, acusado de “aparelhar” os sindicatos. Atacou-se também o governo de Dilma Rousseff, apontando como responsável pelo fenômeno da “desindustrialização” do país.

Principal alternativa do PSDB para a próxima sucessão presidencial de 2014, o senador Aécio Neves (MG) ironizou os altos indices de popularidade atribuídos a Dilma pelos institutos de pesquisa.

“Há um ufanismo desenfreado com os índices de aprovação da presidente Dilma. Mas, se aprofundarmos os dados, veremos que 60% da população está insatisfeita com a saúde”, discursou Aécio.

O deputado Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB federal, fez menção às investigações do Cachoeiragate. “Sou a favor da CPI, desde que ela não esteja a favor de uma maioria”, afirmou.

Guerra responsabiliza o governo pelo vazamento de dados sigilosos do inquérito. Acha que, no momento, busca-se atingir o tucanato. “Na última semana só saíram vazamentos contra nós. O PT quer segurar o governador deles, de Brasília, o Agnelo [Queiroz], que já está na forca, falando de Goiás e de Minas.”

Referia-se às informações veiculadas nos últimos dias contra o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, e o senador Aécio. Contra Perillo, vieram à luz grampos e um relatório da PF sobre o suposto envio de dinheiro da quadrilha de Cachoeira para a sede do governo goiano.

Em relação a Aécio, ganhou as manchetes o audio de conversa em que Cachoeira pediu a Demóstenes que intercedesse junto ao tucano em favor da nomeação de uma de suas primas para cargo público no governo de Minas. A prima de Cachoeira obteve o emprego.

Guerra pegou em lanças por Perillo: “O próprio Marconi se colocou à disposição da investigação, foi o primeiro a propor ir depor na CPI. Agora, pede ao PGR [procurador-geral da República] que o investigue. Ele vai sair desse episódio como entrou: absolutamente seguro.”

Presente ao foguetório sindical, o governador Geraldo Alckmin foi indagado sobre os contratos que a construtora Delta, epicentro do escândalo, obteve no seu Estado. “Os contratos da Delta em São Paulo, a maioria, já foi concluída. Mas investigar é sempre bom”, declarou.

Em meio a celebrações e ataques, uma saia justa. Candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra viu-se compelido a comentar uma declaração de Aécio Neves feita em entrevista ao repórter Fernando Rodrigues.

Num instante em que Serra esforça-se para vender ao eleitorado paulistano a tese de que seus sonhos presidenciais encontram-se adormecidos, Aécio afirmou que Serra seráalternativa para 2014 mesmo que seja eleito prefeito.

Velho antagonista de Aécio na política interna do PSDB, Serra afirmou: “Eu não poderia esperar do Aécio senão essa manifestação de generosidade. Mas, de fato, não está na minha agenda, não cogito me candidatar a presidente.”

No site do PSDB, o encontro sindical foi noticiado com um quê de exageroCongresso sindical consolida presença do PSDB nos movimentos populares”, anota por exemplo, o título.  

Cadê a Vigilância Sanitária?

No dia 18/04, saí para comprar algumas frutas e verduras como sempre faço e deparei-me com ratos e baratas passeando no estabelecimento chamado “Casa das Frutas” aqui no bairro de Brotas, próximo ao hospital Aristides Maltez. Fiquei indignada com tanta sujeira e descaso da recepcionista em retirar o rato. Mosquito e moscas imperam também por lá há muito tempo. Produtos não refrigerados inclusive. Enfim, um total descaso com a saúde humana. Já se passaram oito dias e até o momento não consegui falar com a Vigilância Sanitária. Liguei para um total de 15 números, e quando me atendem, dizem que não é com este setor. Por fim, liguei para o 160 e fiquei mais 10 minutos esperando atendimento e nada. Isso, todos os dias, ainda me botam uma musiquinha: “Dá pra ver, dá pra ver, dá pra ver que mudou”. Sandra Xavier, Salvador BA  / Espaço do Leitor)

Os perigos da Copa

A III Conferência Nacional sobre Defesa Agropecuária, que termina hoje no Centro de Convenções da Bahia, trouxe a pauta de discussões sobre grandes eventos, como a Copa das Confederações em 2013, a Capa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016 detalhes interessantes: o medo que no bojo das festas o Brasil importe bactérias, fungo e afins, donasos para animais e vegetais.

Os especialistas do assunto colocam que muitos dos nossos visitantes trazem alimentos escondidos. E no meio pode vir pragas como greening, o que seria um desastre para citricultura baiana, ou até mesmo a vaca louca, já com um caso comprovado nos EUA.

A pedida do setor: que o governo inclua no seu rol de atribuição a necessidade de ampliar a fiscalização, que hoje é falha.     (Levi Vasconcelos)

Téo Senna propõe instalação de detectores de metais em rodoviárias baianas

Téo Senna propõe instalação de detectores de metais em rodoviárias baianas

Foto: Valdemiro Lopes
Um Projeto de Indicação (destinado ao governo do estado) sobre a instalação de detectores de metais em rodoviárias da Bahia foi aprovado pela Câmara Municipal de Salvador. A autoria é do vereador Téo Senna (PTC) que afirma que a medida tem como objetivo trazer tranquilidade aos passageiros. “Através desse projeto, podemos prevenir ações de violência nos ônibus que passam pelas rodovias do nosso estado, inibindo assaltos nos trajetos. Com isso, oferecemos uma maior segurança aos milhares de usuários que usam esse meio de transporte”, explicou o político. Além disso, o vereador acredita que o uso do detectores de metais possa fazer com que armas que estejam em posse de pessoas não autorizadas sejam apreendidas. De acordo com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), existem cerca de 800 linhas intermunicipais que ligam todo o estado

Cartão problema

Tirar o cartão do SUS nos postos de saúde da rede municipal de Salvador tem sido um suplicio. Ontem, no do Costa Azul, tudo parado. Motivo alegado: falta de computados e ninguém sabe quando terá. No da Boca do Rio, uma fila quilométrica e no de Pituaçu, enfim uma meia boa noticia: faz o cadastro, mas o cartão só pegando depois, sabe-se lá quando.

A justificativa é simples: falta material.  (Levi Vasconcelos)

Polícia não é confiável

Os especialistas são unânimes ao dizer que o tráfico de drogas quase sempre está relacionado aos homicídios e que as ações do Estado voltadas para a segurança pública são ineficientes. “O Estado precisa de forma rápida fazer funcionar o sistema de contenção.
Não há sistemas de policiamento confiáveis”, declara o coordenador da pesquisa. Ele explica também que os problemas na segurança envolvem o número insuficiente do efetivo policial, a falta de vagas nos presídios e a escassez de agentes para a investigação dos crimes.
“Na maioria das delegacias falta gente. Tem que ter um aumento considerável do efetivo policial”, opina Costa Gomes. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, cerca de 32 mil policiais militares compõem o efetivo, mas parte deles está de férias, doente e realiza atividades administrativas. “O efetivo planejado ainda remonta a meados da década de 90. Há uma lacuna no efetivo extensivo e de investigação”, concorda Apolinário. (JM)

Vale apresenta carta de fiança de R$ 1,7 bilhão

A Vale informou nesta sexta-feira que apresentou carta de fiança no valor de R$ 1,7 bilhão para garantia dos valores cobrados em execução fiscal pela Fazenda Nacional. A cobrança envolve supostos tributos sobre lucros de coligadas e controladas no exterior relativos ao período de 1996 a 2002. A decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em vigor impede o prosseguimento de qualquer medida administrativa ou judicial para a cobrança de débitos relacionados a lucros no exterior.

Roupa suja

Líder do governo na Assembléia, o deputado Zé Neto (PT) diz que estava pensando em desacelerar as atividades para dedicar mais ao projeto de disputar a Prefeitura de Feira, mais diante dos acontecimentos, teve que dar meia-volta. Na próxima semana, a bancada governista vai se reunir para lavar a roupa suja que ficou após o voto contra a proposta do governo no caso do reajuste dos professores da deputada Luiza Maia (PT), e do voto em branco dos deputados do PCdoB.

Os que foram xingados estão irados.  (Levi Vasconcelos)

Mortalidade infantil cai quase pela metade em dez anos

Dados divulgados hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a mortalidade infantil caiu quase pela metade entre 2000 e 2010.

Os resultados gerais da Amostra do Censo 2010 constatam que o número de óbitos de crianças menores de 1 ano passou de 29,7 para 15,6 em cada mil nascidas vivas, uma queda de 47,6%.

Entre as regiões do país, o Nordeste registra a queda mais expressiva da mortalidade infantil. No período, o índice passou de 44,7 para 18,5 óbitos para cada mil crianças. Porém, ainda é o nível mais alto no país. O menor índice é o do Sul, de 12,6 mortes.

De acordo com a pesquisa, os principais fatores responsáveis pela queda do indicador são as políticas de medicina preventiva, curativa, saneamento básico, programas de saúde materna e infantil, além da valorização do salário mínimo e dos programas de transferência de renda.

O IBGE também destaca que a queda da mortalidade infantil está ligada ao aumento da escolaridade materna e à diminuição do número de filhos por mulher, observada desde a década de 1960. Entre 2000 e 2010, a taxa de fecundidade registrou queda e passou de 2,38 crianças por mãe para 1,9. A menor taxa é a do Sudeste (1,7 filho por mulher) e a maior, no Norte, 2,47.

Segundo o órgão, dessa forma, a taxa de fecundidade no Brasil está abaixo do chamado nível de reposição (2,1 filhos por mulher), que garante substituição das gerações na população.

Dilma tenta definir nome do ministro do Trabalho

A pedido do ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff tentava fechar ontem, antes do Dia do Trabalho, o nome do novo ministro do Trabalho e um projeto isentando de Imposto de Renda os pagamentos a título de participação nos lucros.

A informação está em reportagem de Valdo Cruz, Natuza Nery e Sheila D’Amorim, publicada na Folha deste sábado (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Lula e Dilma trataram dos dois temas no almoço que tiveram na última quarta, no Palácio da Alvorada. Eles avaliaram que seria negativo para o governo passar o Primeiro de Maio com um ministro interino.

Um dos cotados para assumir o ministério é o deputado Brizola Neto (PDT-RJ), preferido da presidente, mas seu nome esbarra na resistência de pedetistas.

A pasta é comandada interinamente por Paulo Roberto Santos Pinto desde de dezembro do ano passado, quando Lupi deixou o cargo em meio a denúncias de irregularidades.

Aplicado à política, segredo de Justiça é injusto

 

O instituto do segredo de Justiça precisa ser urgentemente ilegalizado. Assim como a nudez feminina, o sigilo judicial perdeu todo o suspense. No Cachoeiragate, a corrupção vive a mais despida das épocas. As relações político-empresariais entraram numa fase ginecológica.

Nesta sexta (28), o ministro Ricardo Lewandowisk autorizou o envio ao Senado de cópia do inquérito aberto contra Demóstenes Torres. Não havia muito a ser compartilhado. As manchetes já haviam mostrado as entranhas dos autos.    

Para completar, antes que a ordem do STF fosse cumprida, o processo foi pendurado na internet. O site ‘Brasil 247′ terminou de arrancar os últimos e diáfanos véus do processo.

Quem lê o papelório, disponível aqui, pergunta aos seus botões, que não respondem porque só admitem falar em juízo: por que diabos uma investigação que expõe as entranhas da baixa política deve ser guardada a sete chaves?

O sigilo processual pode ser justificável em muitos casos. Detalhes de um litígio matrimonial, por exemplo, não interessam senão ao ex-casal e ao magistrado. No caso dos políticos infiéis, porém, o biombo é injustificável. O eleitor tem o direito de saber que está sendo traído.

A nudez de Demóstenes Torres e Cia. é triste. Ninguém pediu para ver. Porém, se a turma resolveu ficar nua e meter-se numa orgia com Cachoeira, qual é o sentido de privar a platéia dos detalhes sórdidos? Recorde-se: a voz do senador começou a soar nos grampos da Polícia Federal numa investigação de 2008.

Correndo em segredo, o inquérito chegou à Procuradoria-Geral da República em 2009. Foi à gaveta. Em 2010, Demóstenes apresentou-se ao eleitorado de Goiás como o mesmo paladino de sempre. Embora já fosse outro, vendia-se como relator do projeto da Ficha Limpa. Reelegeu-se com votação consagradora.

Sobreveio o segundo inquérito. De novo, em segredo. O que era claro, tornou-se cristalino: mantido no escuro, o eleitor de Goiás reconduziu ao Senado uma farsa. Assim, lento e misterioso, o Judiciário nem julga nem deixa o eleitor fazer justiça com os próprios dedos, no teclado da urna eletrônica.  

Quadrilha arromba caixa eletrônico e entra em confronto com polícia na BA

Um caixa eletrônico foi arrombado na cidade de Ichu, a 170 km de Salvador, por volta das 2h30 deste sábado (28). Segundo o sargento Djalma Lucas, comandante do Destacamento da Polícia Militar do 16° Batalhão (Serrinha), os criminosos usaram maçarico para arrombar o equipamento bancário, que fica situado em um posto de atendimento na avenida Joaquim Lázaro Carneiro, centro da cidade.

Cerca de oito policiais militares das cidades vizinhas de Serrinha e Coité tentaram evitar o crime, mas os suspeitos revidaram, iniciando intensa troca de tiros, informa o sargento. Um policial ficou ferido no pé e um dos integrantes da quadrilha também foi atingido pelos tiros, segundo a polícia.

“Tivemos um intenso tiroteio, todos estavam fortemente armados. Quando a polícia chegou, eles já estavam consumando o delito. Os moradores da cidade ligaram para o Quartel da PM, falaram com o agente plantonista, e ele pediu policiamento de Serrinha e Coité”, explica o sargento. A quadrilha fugiu de carro pela BA-409, com sentido à cidade de Feira de Santana. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Caixa eletrônico Ichu Salvador (Foto: André Luiz/AL Notícias)

 

Dinheiro no palácio fecha o cerco contra Marconi

Dinheiro no palácio fecha o cerco contra Marconi


FOLHA REVELA ENTREGA DE DINHEIRO PARA O GOVERNADOR; TRANSAÇÃO DIZ RESPEITO À VENDA DE UMA CASA, NOTICIADA EM PRIMEIRA MÃO PELO 247; CACHOEIRA (DIR.) FOI PRESO LÁ, EMBORA O DONO OFICIAL SEJA VALTER DE PAULA (ESQ.); #FORAMARCONI TENDE A CRESCER E IMPEACHMENT SE DESENHA NO HORIZONTE

 

Marconi Perillo, governador de Goiás, pode estar com os dias contados à frente do Palácio das Esmeraldas. A manchete principal da Folha de S. Paulo deste sábado noticia a entrega de dinheiro do esquema do bicheiro Carlos Cachoeira ao governador goiano. “É para o governador”, diz Cachoeira sobre o bicheiro. A ligação teria ocorrido em julho de 2011.  

A entrega diz respeito à venda de uma casa, que pertenceu ao governador de Goiás. O comprador, supostamente, seria o empresário Valter de Paula, dono de uma faculdade, em Goiás, que recebe recursos do estado. No entanto, foi naquela casa, que pertenceu a Marconi, que Cachoeira foi preso, no fim de fevereiro.

Na reportagem deste sábado da Folha, fala-se de uma operação de R$ 1,4 milhão, cujos recursos teriam sido entregues por assessores de Cachoeira ao empresário Jayme Rincon. Este, por sua vez, é o braço direito de Marconi e comanda a Agência Goiânia de Transporte e Obras Públicas, a Agetop, que contrata grandes empreiteiras, como é o caso da Delta.

“É pro governador”, diz Cachoeira a Waldmir Garcez, um de seus principais assessores, também preso na Operação Monte Carlo. “Vamos lá pagar logo pra ele no palácio lá. Chega lá, paga pro Jayme. Já manda ele entregar o dinheiro, já entrega a chave aí pra ele, depois tira os trem que tem que tirar aqui”.

Desde que o 247 publicou, em primeira mão, que Cachoeira poderia ser o verdadeiro comprador da casa de Marconi Perillo no bairro Alphaville, em Goiânia, o governador sustenta que fez um negócio com Wladmir Garcez e que o imóvel teria sido depois repassado ao empresário Valter de Paula. Agora, os indícios apontam que, além de intermediar o negócio, Cachoeira pode ter sido também o comprador do imóvel. E sua influência no governo de Goiás, tanto na área de segurança pública como na divisão do pacote de obras públicas, é cada vez mais clara.

#foramarconi

Com a divulgação, pela Folha, de uma denúncia tão grave contra o governador Marconi Perillo, o impeachment começa a se desenhar no horizonte goiano. No último mês, manifestantes já foram às ruas em duas ocasiões para pregar o #foramarconi, um movimento que nasceu e cresceu nas redes sociais.

Acuado, o governador goiano tentou sair da defensiva, ao propor que seja investigado pelo próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Inexplicavelmente, o mesmo Gurgel que abriu investigação contra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, ainda não se moveu em relação a Marconi Perillo.

A Operação Monte Carlo já se aproxima perigosamente do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB. Reportagem deste sábado do jornal O Popular, o mais influente do estado, confirma denúncia feita pelo 247 no dia 31 de março: a venda da casa do governador Marconi Perillo em Alphaville, condomínio de luxo em Goiânia, passou por Carlos Cachoeira. As evidências surgem de grampos da PF em que o próprio Cachoeira fala sobre a venda do imóvel.

Leia, abaixo, a reportagem de hoje do Popular:

Pedro Palazzo – Gravações do inquérito da Operação Monte Carlo revelam que o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e Wladmir Garcêz, ex-vereador e também preso pela Polícia Federal (PF), conversaram pelo menos em duas ocasiões sobre a venda de uma casa. Transcrições da Operação Monte Carlo, às quais O POPULAR teve acesso, revelam três ligações na manhã do dia 12 de julho 2011 de Garcêz falando a Cachoeira sobre encontro que teria naquela manhã com o presidente da Agência Goiana de Obras (Agetop), Jayme Rincon, para conversarem sobre a venda de uma casa.

De acordo com as interceptações, o encontro seria no Alpha Mall, um centro de compras próximo aos Condomínios Alphaville. Rincon nega a reunião e diz nunca ter conversado sobre compra ou venda de casa. Em 9 de abril, Cachoeira fala a Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta Construções no Centro-Oeste, sobre a venda de uma casa que seria do governador Marconi Perillo (PSDB), segundo gravações reveladas ontem pela Revista Época (veja quadro). O governador rechaçou o conteúdo das conversas de Cachoeira e seus auxiliares (leia reportagem nesta página).

Conforme O POPULAR revelou em 3 de março, Cachoeira foi preso dia 29 de fevereiro na residência onde ele morava no Alphaville Ipês, em Goiânia, a mesma casa que tinha sido do governador. Marconi confirmou que se mudou desta casa em janeiro de 2011. O imóvel foi transferido em 13 de julho do ano passado para empresa ligada ao dono da Faculdade Padrão, Walter Paulo Santiago.

A venda de um imóvel no condomínio de luxo foi tema de conversas em outras ocasiões. Em 9 de abril, um amigo dos empresários Rossine Guimarães e Cláudio Abreu ligou para Cachoeira. Estava interessado em comprar uma casa que ele teria para vender, no Alphaville. Cachoeira atendeu a primeira ligação e desconversou quando perguntado se ainda estava vendendo: “É… eu tô mas eu num vou.., é… eu num vou, daqui a pouquinho eu te chamo aí, só to terminando uma reunião aqui e te chamo aí (sic).”

Depois, o empresário ligou para Cláudio e cobrou explicações. Diálogo revelado pela revista Época mostra que Cachoeira não queria que soubessem que ele estava vendendo uma casa. “Você (ininteligível) de falar para os outros que eu tenho casa para vender no Alphaville… do Marconi, rapaz?” Cláudio reage e diz que brigou com Rossine por ter falado. Cachoeira continua a reclamar: “Pode de jeito nenhum falar que eu que tenho casa para vender (sic).” Pouco mais de uma hora depois, Cachoeira retorna a ligação do amigo de Rossine e Cláudio e diz que quem está vendendo a casa não é ele. “A casa quem tá vendendo era uma outra pessoa, é… o Rossine pensou que era minha, eu vou ver com a pessoa e te falo tá bom (sic).”

Três meses depois, em 12 de julho de 2011, Cachoeira e Garcêz começaram a falar sobre a venda de uma casa às 7h36. Wladmir diz que vai se encontrar com Jayme Rincon no Alpha Mall. Menos de uma hora depois, conversam de novo sobre o assunto. Às 8h53, em outro contato, Garcêz afirma que já conversou com Jayme. Em entrevista ao POPULAR, o presidente da Agetop afirma que nunca se encontrou com Wladmir Garcêz neste centro de compra. “Nunca encontrei com o senhor Wladmir no Alpha Mall. O recebi várias vezes na Agetop, como representante da Delta, com agenda marcada. Já o encontrei na rua em algumas circunstâncias. Era um cara que circulava socialmente.” Jayme diz também nunca ter tratado sobre compra e venda de casa, nem do governador nem de outra pessoa. “Nunca participei de compra e venda de casa do governador. Eu não sou corretor. O governador já explicou de que forma ele vendeu essa casa e não há nenhuma relação minha com venda de qualquer casa que seja.”

Horas depois das conversas com Garcêz, Cachoeira ligou para Rogério Diniz. Orientou o funcionário a deixar as contas com o professor Walter Paulo, da Faculdade Padrão. Disse, de acordo com as transcrições feitas pela PF, “que foi quem comprou a casa.” No dia seguinte foi lavrada a escritura do imóvel.

Escritura

Walter Paulo, o novo proprietário da casa localizada no Alphaville Ipês, disse que Garcêz serviu de corretor na negociação da residência. “Foi feito o negócio direitinho, peguei a escritura. Eu sabia que a casa era do governador, mas nunca falei com ele sobre isso. O senhor Wladmir é que fez os contatos. O governador assinou honestamente e a casa é minha”, disse ao POPULAR em 4 de março.

A reportagem tentou por uma semana contato com o empresário e com seu advogado, Nilson Pedro da Silva. Deixou recado mas não recebeu retorno. A escritura da casa comprada por Walter Paulo foi registrada um dia depois das conversas de Cachoeira sobre a venda. Na entrevista concedida ao POPULAR, no início do mês passado, Walter Paulo disse que Garcêz pediu prazo até dia 15 de fevereiro para entregar a casa, porque uma “senhora” estava reformando sua residência e moraria lá.

Na casa em que Cachoeira foi preso, estava também sua companheira, Andressa Alves Mendonça. Agora ela mora em uma casa na Rua Lupus, no Alphaville Cruzeiro do Sul. Andressa foi gravada em conversas sobre uma casa com Cachoeira em 5 de maio, quando o casal conversa sobre um imóvel.

Cachoeira explica que mandou tirar do nome dele e transferir para uma empresa registrada no nome de André Teixeira Jorge, oDeca. Andressa fica insatisfeita: “Mas e quando você for escriturar? Porque eu quero que você passa ela pro meu nome. E como que você vai fazer?” Não fica claro sobre qual casa eles falam. Relatórios da PF mostram que Cachoeira tem pelo menos cinco imóveis, além de muitos bens no nome de laranjas. O POPULAR tentou contato com advogados de Cachoeira, mas não obteve retorno.

Leia, ainda, a denúncia original do 247:

Marco Damiani _247 – O governador de Goiás, Marconi Perillo, acaba de se aproximar ainda mais do círculo de fogo das relações perigosas do contraventor Carlinhos Cachoeira dentro de seu Estado. Já se sabia que a casa em que Cachoeira foi preso pela Operação Monte Carlo, no condomínio Alphaville Ipês, em Goiânia, pertencera, até o ano passado, ao próprio Marconi. Ele a vendeu ao empresário Valter Paulo Santiago, dono da Faculdade Padrão. A novidade está na revelação, agora, por 247, de que a instituição pertencente a Santiago é uma das beneficiárias do programa estadual de concessão de bolsas de estudos pelo programa Bolsa Universitária (abaixo, mensagem do empresário Santiago, postada no site da faculdade, na qual incentiva os alunos a aderirem ao benefício concedido pela gestão de Marconi).

O governador declarou que não conhecia Santiago, tendo apenas recebido três cheques, no momento do fechamento do negócio, sem a presença do comprador, totalizando R$ 1,4 milhão. Santiago, porém, foi contemplado pelo próprio governador, em 2006, com o título de comendador de Goiás, durante seu segundo mandato no Estado. Além disso, na declaração de bens e rendimentos de Marconi consta o valor de R$ 417 mil, e não R$ 1,4 milhão, como o que foi recebido pela venda. O negócio foi intermediado por Wladimir Garcez, ex-vereador e antigo auxiliar de Cachoeira, também preso pela Operação Monte Carlo. Ele foi o corretor. A mansão foi repassada por Santiago a Cachoeira, que ali foi preso.

BOLSA UNIVERSITÁRIA: Oportunidade aos profissionais do Futuro

O programa Bolsa Universitária existe desde 1999, período em que coincide com o início de minha experiência como mantenedor da Faculdade Padrão. Em 2000, aderia a iniciativa do então governador Marconi Perillo, que administrada pela Oraganização das Voluntárias de Goiás ( OVG), beneficia jovens que sonham em fazer um curso superior por meio de desconto nas mensalidades.

Esta semana, estive presente na solenidade que divulgou o nome dos 10 mil novos beneficiados pelo programa. Como gestor de uma instituição de Ensino Superior, sou parceiro deste projeto, pois acredito nos sonhos de jovens que buscam garantir um futuro de profisissional e pessoal de sucesso.

Acredito que o aluno bolsista recebe do governo estadual não só o beneficio financeiro do desconto na mensalidade, mas também a oportunidade de praticar ações de cidadania, como contrapartida de sua bolsa.

Vejo de forma positiva o cumprimento das horas com trabalho voluntário nas instituições cadastradas nas áreas: social, administrativa, jurídica, educacional, esportiva e de saúde. Para o bolsista, é uma grande oportunidade de colocar seus conhecimentos em prática, além de adquirir experiencia no mercado de trabalho.

O estudante, também, é m,otivado a se doar para ajudar seu próximo a se doar para ajudar seu próximo, por meio cadastro para doação de sangue e da medula osséa, coletados nos hospitais cadastrados no programa. Para mim, estas iniciativas demonstram a preocupação do Estado em forma cidadãos para o futuro, por meio da educação com formação acadêmica e humanistica, simultaneamente.  (B.247)  

Eu e mais eu

Eu e mais euFoto:

DEPOIS DE SE LANÇAR PRÉ-CANDIDATO PELO DEM, EMBARALHANDO O JOGO DAS OPOSIÇÕES EM SALVADOR, ACM NETO ACENA COM DIÁLOGO COM PSDB E PMDB E DIZ ACREDITAR NA UNIDADE

Apontado pelos demais partidos de oposição como o homem que inviabilizou a unidade das oposições na disputa pela Prefeitura de Salvador, ao se lançar pré-candidato pelo DEM, na segunda-feira passada, o deputado federal ACM Neto garante que “não é bem assim”. Ou seja: não se sente responsável por haver gorado o palanque único, como também acredita na possibilidade – agora, remota – de união do DEM, PSDB e PMDB em torno de uma candidatura única para a capital baiana. Para isso, não descarta, inclusive, a retirada da sua pré-candidatura mais adiante (lá pelas convenções partidárias de junho).  

Não é o que pensa, por exemplo, o prefeiturável do PMDB, o comunicador e ex-prefeito Mário Kertész, para quem aACM Neto sepultou as chances de união das oposições, para não dizer que foi o coveiro da unidade, ao jogar a pá de cal nas conversações em torno de um palanque único contra o pré-candidato do PT, Nelson Pelegrino. Nos bastidores, alguns oposicionistas têm afirmado que, para resgatar a possibilidade do consenso e a retomada das negociações entre os partidos de oposição, só ACM Neto renunciado da pré-candidatura. O democrata disse que está disposto a fazer isso em nome na união. Fará? É muito difícil voltar atrás, depois de ter prometido ao DEM em todo o país que iria até o fim e que, desta vez, não teria o direito de errar, numa alusão à campanha de 2008, quando largou na frente, mas sequer chegou ao segundo turno das eleições, disputado entre o prefeito João Henrique (reeleito) e Walter Pinheiro, atual senador pelo PT da Bahia.

O fato é que ACM Neto afirmou que continua aberto ao diálogo com o PSDB e o PMDB pela candidatura única das oposições à prefeitura de Salvador. Em entrevista à rádio Tudo FM, na manhã desta sexta-feira (27), ele garantiu que o apelo feito pelo Democratas por sua pré-candidatura em evento partidário, na última segunda-feira, não inviabiliza as negociações.

Ainda acreditando no diálogo com os tucanos e os pemedebistas, Neto tenta justificar sua pré-candidatura “O que o Democratas deu foi um passo para a aceleração do processo. O PMDB defendia que a definição ocorresse antes do Carnaval. Nós em março. Chegou o final de abril e o meu partido me fez o apelo de lançar a pré-candidatura, porque tem acesso às pesquisas e consciência da competitividade de meu nome”, explicou o deputado democrata.

O líder nas pesquisas de opinião entre as oposições, ele acha necessário estabelecer critérios objetivos para a definição do nome da candidatura oposicionista, “Não dá para decidir no plano subjetivo. É preciso avaliar as pesquisas e, também, ouvir outros partidos. Precisamos saber o que o povo quer. Atender às expectativas populares”. O que ACM neto chama de “plano subjetivo” é a proposta defendida, principalmente pelo PMDB (leiam-se os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima) de construir a unidade com base em um projeto consistente para Salvador. Portanto, um critério qualitativo ao invés do quantitativo das intenções de voto.

Neto evitou alimentar polêmicas, quando indagado sobre os comentários do vice-presidente para pessoa jurídica da Caixa Econômica, Geddel Vieira Lima, a respeito da posição do Democratas de lançar a sua pré-candidatura. “Conheço meu amigo Geddel. Ele é muito espirituoso. No entanto, quem quer apoio tem que estar disposto a apoiar também”.

Para o democrata, o nome de consenso da oposição pode ser definido até a data das convenções partidárias em junho. Sem descartar até mesmo a possibilidade de retirada de sua pré-candidatura pela união, ele destacou a importância do entendimento entre Democratas, PSDB e PMDB. Com relação aos tucanos, frisou a tradicional parceria e o respeito que tem pela história e coerência do PSDB.

A proposta do Democratas de aliança para as eleições municipais de Salvador não estaria restrita ao PSDB e PMDB. ACM Neto informou que dialoga com outros partidos. No leque que chegaria a quase 10, citou PR, PTN, PDT, PPS e PV. Num cenário de fragmentação das oposições (tudo o que o PT deseja), o deputado federal tucano Jutahy Magalhães Júnior tem uma certeza: “Três candidaturas pela oposição é uma insanidade”. E não precisa de Freud para explicar o motivo.  

Cachoeira adotava sistema de Terrorista para financiar esquema

Conexão hawala

Este é o nome do esquema clandestino que o bicheiro Carlinhos Cachoeira utilizava para lavar milhões de dólares do seu grupo criminoso. O método é usado por grupos terroristas como a Al-Qaeda de Bin Laden. Saiba como ele funciona

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ESQUEMA SOFISTICADO
Lavagem de dinheiro, proveniente do jogo ilegal, era feita com base em sistema adotado
por terroristas internacionais

Nos próximos dias, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários receberá do Supremo Tribunal Federal (STF) os dados da Operação Monte Carlo, desencadeada pela Polícia Federal, que apurou a jogatina no Brasil e seus tentáculos com o poder. Os parlamentares terão acesso a informações que revelam como o contraventor operava para lavar o dinheiro sujo do jogo do bicho e da corrupção. Segundo o inquérito da PF, Cachoeira utiliza um dos mais sofisticados e eficientes modelos de lavagem de dinheiro do mundo, conhecido como Operação Hawala. Trata-se, segundo a PF, do mesmo esquema utilizado pela rede terrorista Al-Qaeda, criada por Osama bin Laden para financiar atentados. Documentos que fazem parte do inquérito mostram que, a partir da Operação Hawala, o grupo de Cachoeira conseguiu movimentar mais de US$ 400 milhões em três continentes e oito países – Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Antilhas Holandesas, China, Coreia do Sul, Irlanda e Reino Unido.  

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RELATOR
Odair Cunha (PT-MG) irá investigar empresas no Exterior

A grande artimanha do sistema adotado por Cachoeira e terroristas internacionais é que ele não envolve remessas físicas de capital, tampouco documentos escritos. O que existem são trocas de créditos lastreadas na palavra – no estilo “eu confio em você”, o popular “fio do bigode”. O objetivo é não deixar rastros. Por isso ele é considerado um inferno para quem investiga crimes de lavagem e evasão de divisas. Com base nos preceitos da Hawala, que em árabe significa “transferência de significados”, o esquema de Cachoeira de lavagem de dinheiro, segundo as interceptações da PF, funcionava da seguinte maneira: os operadores do bicheiro, incluindo um doleiro, pediam verbalmente para outro doleiro no Exterior que determinado pagamento fosse efetuado. No Exterior, o doleiro pagava o receptor. Para receber o dinheiro, no entanto, o receptor era obrigado a dizer uma senha, previamente combinada com o grupo de Cachoeira. O operador Hawala no Exterior ficava com o crédito no Brasil que poderia ser pago não só em espécie, mas em imóveis, carros, entre outros bens (ver quadro).

O relatório 163/2011 da Polícia Federal, parte integrante do processo que está no STF, apresenta com riqueza de detalhes o esquema de evasão de divisas montado por Cachoeira. Nele aparecem o ex-cunhado do contraventor, Adriano Conrado Caiado Viana Feitosa, Wesley José Carneiro e Geovani Pereira da Silva, segundo a PF, respectivamente, o doleiro e o contador do bicheiro, além de Lenine Araújo de Souza, gerente-geral de Cachoeira. Entre os milhares de e-mails interceptados – só de Pereira da Silva foram 15 mil e-mails –, a PF conseguiu constatar quem é quem no esquema Hawala. Às 0h14 do dia 5 de agosto de 2011, por exemplo, Conrado envia uma correspondência eletrônica para Lenine na qual deixa claro que o responsável do esquema para a Operação Hawala era o doleiro Wesley, preso na tarde da quarta-feira 25 em Goiás. “Não há necessidade de copiar Wesley nos e-mails, ele foi contratado somente para fazer a remessa de dinheiro”, disse Lenine. Em outros diálogos interceptados em maio de 2011 entre Gleib Ferreira da Cruz, segundo a PF, “o braço direito de Cachoeira para qualquer assunto na organização criminosa”, e Leide, irmã de Gleib, a quadrilha fornece mais elementos sobre o funcionamento do esquema: “O negócio é fazer a transferência sem causar problema. Precisa colocar o dólar aí no Brasil em real e você por aqui em dólar. Só trocando moeda, sem problema.” De acordo com o relatório da PF, “Gleib auxilia diretamente Carlos Augusto na alocação de recursos de suas atividades ilícitas na aquisição de bens, circulação de valores, no pagamento de terceiros, comparsas e/ou prestadores de serviços, na aquisição de telefones no Exterior; imóveis, de veículos e também nas operações não autorizadas de câmbio e na remessa de valores para fora do país”.

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ESQUEMA BIN LADEN
Carlinhos Cachoeira baseou-se no modelo utilizado pela rede terrorista Al-Qaeda, criada por
Osama Bin Laden, para financiar atentados

De acordo com as apurações da PF, para lavar o dinheiro irrigado pelo bingo e pela corrupção, a organização criminosa montada pelo bicheiro construiu uma rede criminosa que envolve 38 empresas ativas. Muitas delas no Exterior, como a offshore uruguaia Raxfell Corp., com conta-corrente na Argentina e fundada no paraíso fiscal de Curaçao, nas Antilhas Holandesas. Mas os grampos telefônicos mostram que os negócios de Cachoeira não se resumem a um só continente. Passam também pela Ásia e Europa. Na Coreia do Sul, por exemplo, o contraventor é acionista da Bet Co, na província de Kyunggi. Na Irlanda, Cachoeira comprou por um R$ 1 milhão um site de apostas, o Brazilbingo. A compra do site de apostas pelo contraventor fica clara na documentação apreendida pela PF. Os documentos mostram que Cachoeira creditou o dinheiro no Bank of Ireland via Estados Unidos. “O contato de 06/07/2011 às 11:24:21, entre Lenine, Estados Unidos e Reino Unido, confirmam essa dinâmica”, diz o inquérito.

Outra interceptação telefônica mostra que, por meio da Operação Hawala, Cachoeira celebrou negócios na China. Numa das conversas gravadas pela PF, Gleib conversa com Ananias, um policial militar de Goiás e segurança dos cassinos de Cachoeira, sobre as transações no continente asiático.

Ananias – Eu preciso fazer um pagamento na China, de duzentos mil dólares, sem declarar. Quanto cê cobra para pôr esse dinheiro lá pra mim?

Gleib – Vou ver. Duzentos mil?

Ananias – Duzentos mil. A máquina custa duzentos mil dólares. É um amigo meu, só que ele não quer para não declarar aqui pra eles. Cê me fala quanto cê cobra pra nós pôr esse dinheiro lá pro cara?

Gleib – Tá.

A partir desta conversa, a PF concluiu que “o uso extensivo de conexões, como relações familiares e societárias, é o componente que a distingue de outras formas de remessas. As regularizações de dívidas entre corretores Hawala podem tomar uma variedade de formas (como bens, serviços e propriedades)”. É com base nesses novos trechos do inquérito da PF que os parlamentares indicados para a CPI do Cachoeira pretendem dar a dimensão do esquema e chegar aos responsáveis pela lavagem do dinheiro sujo do jogo do bicho e da corrupção.

Antes mesmo de os trabalhos começarem, as investigações já causam desdobramentos. Na quarta-feira 25, Fernando Cavendish, presidente do conselho diretor da Delta, e Carlos Pacheco, diretor da construtora, pediram afastamento da empresa após as investigações indicarem elo entre eles e o pagamento de propina para autoridades de diversos escalões. No meio político, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), passou a ser alvo de investigações da Procuradoria-Geral da República, junto com os deputados federais Carlos Leréia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ), por suspeitas de ter se beneficiado do esquema criminoso, que a cada dia revela novos tentáculos.

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Wagner de olho em deputados que votaram contra reajuste dos professores

O governador estaria bastante chateado com o fato de a deputada Luiza Maia (PT) ter votado contra o projeto de reajuste dos professores e os deputados Álvaro Gomes, Kelly Magalhães e Fabrício Falcão, ambos do PCdoB, terem votado em branco. Segundo a coluna Tempo Presente, do A Tarde., Wagner acha injusto tratar de forma igual aliados a toda a prova e os que fogem da raia na “hora H”. Nos bastidores da política, a conversa é que quando a poeira baixar o governador vai tomar atitude com relação ao fato.

Lula exige do PT que faça da ‘Veja’ alvo na CPI

 

Depois de insuflar no PT o ânimo que levou o partido a aderir à CPI do Cachoeira, Lula opera para direcionar a ação do petismo na investigação iniciada nesta semana. Sua principal obsessão é a de converter a ‘Veja’ em alvo.

Lula cobra de congressistas e dirigentes do PT que levem a revista à alça de mira. Declara-se convencido de que a publicação associou-se ao aparato de espionagem de Carlinhos Cachoeira para produzir reportagens contra o governo dele.  

Cita, entre outras passagens, a filmagem que pilhou um funcionário dos Correios recebendo propina e levou Roberto Jefferson (PTB-RJ) a denunciar a existência do mensalão, cujo processo o STF está prestes a julgar.

Lula também menciona o grampo que captou conversa do senador Demóstenes Torres com o ministro Gilmar Mendes, do STF. Atribuída à Abin, a escuta clandestina forçou-o a afastar da direção da agência de inteligência o delegado federal Paulo Lacerda.

O diálogo veio à luz apenas em versão impressa. Demóstenes e Gilmar confirmaram o conteúdo. Mas o áudio jamais apareceu. Agora, Lula instila a suspeita de que é “a turma do Cachoeira” que está por trás da trama, não a Abin.

Nesta semana, Lula discutiu o assunto em reuniões com pelo menos duas lideranças do PT. Falou de ‘Veja’ como uma ideia fixa. Mesmo sem dispor de provas, disse não “engolir” a versão segundo a qual a revista serviu-se de Cachoeira e seus espiões apenas como fontes de informações.

Na versão do ex-soberano, ‘Veja’ teria ultrapassado as fronteiras da ética jornalística, ajudando a preparar as ações de espionagem. Uma versão que a revista já negou e que os grampos da Operação Monte Carlo veiculados até aqui desautorizaram.

Numa das escutas telefônicas captadas pela PF na investigação que levou Cachoeira à cadeia em 29 de fevereiro, o contraventor conversa com Jairo Martins, ex-espião da Abin.

No diálogo, diferentemente do que sustenta Lula, o jornalista que chefia a sucursal de ‘Veja’ em Brasília, Policarpo Júnior, é citado como personagem no qual a quadrilha não pode confiar. Recorde-se, por eloquente, um trecho:

Cachoeira – O Policarpo, você conhece muito bem ele. Ele não faz favor pra ninguém e muito menos pra você. Não se iluda, não […] Os grandes furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz […] Ele não vai fazer nada procê.

- Jairo - É, não, isso é verdade aí.

- Cachoeira - Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho por Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz? E tudo via Policarpo. Agora, não é bom você falar isso com o Policarpo, não, sabe? Você tem que afastar dele e a barriga dele doer, sabe? Tem que ter a troca, ô Jairo. Nunca cobramos a troca.

- Jairo - Isso é verdade.

Cachoeira - E fala pra ele […]: eu ganho algum centavo seu, Policarpo? Não ganho. […] Nós temos de ter jornalista na mão, ô Jairo! Nós temos que ter jornalista. O Policarpo nunca vai ser nosso…

Jairo - É, não tem não, não tem não. Ele não tem mesmo não. Ele é foda!

Nesta quinta (26), os congressistas que representam o PT na CPI reuniram-se com a bancada de deputados do partido. Debateu-se no encontro a estratégia a ser seguida pelo petismo.

Concluiu-se o óbvio: no caso de ‘Veja’ e dos outros alvos do PT, a conversão dos desejos em prática depende da existência de provas –indícios pelo menos— que justifiquem a ação partidária na CPI.

Optou-se por priorizar a análise dos volumes e dos CDs colecionados pela Polícia Federal nas duas operações abertas contra Cachoeira e sua quadrilha: Vegas, concluída em 2009, e Monte Carlos, de 2012. Requisitados na quarta (25), os autos ainda não chegaram à CPI.

Também ficou decidido que o PT vai mover suas engrenagens para arrastar o procurador-geral da República Roberto Gurgel até o banco da CPI. Deseja-se constrangê-lo numa inquirição.

O partido de Lula acusa Gurgel de ter retardado deliberadamente a parte da investigação que envolveu Demóstenes Torres. O petismo escora a acusação num fato, do qual extrai ilações que levam à suspeição.

O fato: O inquérito da Operação Vegas, a primeira aberta contra Cachoeira, chegou à Procuradoria-Geral da República em 2009. Iniciada em Goiás, a investigação subiu a Brasília porque a voz de Demóstenes começou a soar nos grampos.

Gurgel tinha duas providências a adotar: ou considerava o inquérito frágil e o mandava ao arquivo ou enxergava consistência no papelório e requisitava a abertura de investigação contra Demóstenes no STF.

Não ocorreu nem uma coisa nem outra. O caso Vegas dormitou nas gavetas da Procuradoria por arrastados três anos. Gurgel só levou Demóstenes à grelha do Supremo no mês passado, quando o envolvimento do senador com Cachoeira já se encontrava pendurado nas manchetes.

As ilações: os petistas difundem a suspeita de que a inação de Gurgel atendeu a interesses alheios às suas atribuições de chefe do Ministério Público Federal. O céu é o limite das insinuações que fazem ferver o partido.

Oficialmente, Gurgel já informou que reteve a Operação Vegas à espera da conclusão da segunda operação da PF, a Monte Carlo. Munido de informações que dizem ter recolhido no governo, os petistas descrêem.

Sustentam que ocorreu o contrário: a segunda investigação teria sido aberta pela PF em reação ao engavetamento da primeira. Nessa versão, Gurgel só agiu depois que os grampos, vazados em catadupas, tornaram o pedido de providências ao STF incontornável.

O advogado Antonio Carlos de Almeida ‘Kakay’ Castro, defensor de Demóstenes, desenvolve um raciocínio que distancia Gurgel das teorias conspiratórias do PT. Avalia que o procurador-geral demorou a acordar para a Operação Vegas por “desorganização” do Ministério Público.

Kakay recorda que, quando já ecoavam no noticiário as escutas da Operação Monte Carlo, um repórter da TV Bandeirantes lhe telefonou para indagar sobre o inquérito Vegas. O advogado diz ter procurado Demóstenes, que declarou desconhecer a investigação. Dirigiu-se, então, à Procuradoria. Foi informado de que “não havia nada”.

Súbito, a informação de que a Operação Vegas acumulava pó na Procuradoria desde 2009 virou notícia. “No dia seguinte, o inquérito apareceu”, diz Kakay. Um detalhe o leva a atribuir o sumiço à “desorganização”: Gurgel não tinha razões para proteger Demóstenes. Ao contrário, o senador é desafeto do procurador-geral.

No ano passado, Gurgel mandara ao arquivo uma representação na qual senadores oposicionistas pediam que apurasse o enriquecimento do então ministro Antonio Palocci (Casa Civil), que multiplicara por cinco seu patrimônio prestando “consultorias”.

Um dos signatários da petição, Demóstenes chamara Gurgel de covarde. Dissera que o procurador-geral protegera Palocci de olho na recondução ao cargo de procurador-geral, que seria confirmada por Dilma Rousseff. Assim, sustenta Kakay, a acusação de que Gurgel sentou sobre o processo para beneficiar Demóstenes não faz nexo.

Seja como for, o PT acha que Gurgel deve explicações. Na quarta (25), durante a sessão inaugural da CPI, o senador Fernando Collor (PTB-AL) propôs que fosse votado um requerimento de convocação de Gurgel.

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) tentou convencer Collor a retirar o requerimento. Não que estivesse contra. Apenas achava que não era hora. Jilmar Tatto (SP), líder do PT, desaconselhou a votação. E o presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), absteve-se de levar o requerimento a voto.

Antes de convocar, o PT deseja “convidar” Gurgel a comparecer à CPI. Se ele recusar o “convite”, será convocado. A bancada do governo congrega 65% dos votos da CPI. Imagina-se que os não-petistas também desejarão ouvir Gurgel. A ver.  

Professores contestam declarações de Bacelar


O secretário municipal da Educação, João Carlos Bacelar, afirmou em entrevista ao Bocão News, na segunda-feira (23), que é muito atrativo ser professor da rede municipal de Salvador. Insatisfeitos com as declarações do titular da pasta, educadores da capital procuraram a redação do Bocão News para relatar que quadro não é tão belo quanto quis pintar o secretário.  

Na opinião dos professores, Bacelar falou dos pontos positivos da sua gestão, mas “esqueceu” de tocar em assuntos delicados.  A não nomeação de professores aprovados no concurso da Secult de 2010, a quantidade excessiva de alunos em algumas escolas da rede municipal, a contratação de estagiários para ocupar as vagas que seriam dos concursados, e escolas já inauguradas que não estão funcionando foram problemas citados.
Os educadores aprovados no concurso da Secult em 2010, ainda não nomeados, expuseram que o certame foi homologado em fevereiro de 2011. No edital, estavam previstas mil vagas para professores de Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental, além de 200 vagas para coordenadores pedagógicos, entre outras vagas para as séries finais.
Até o momento, foram 604 convocados entre os sete mil aprovados. Apenas 195 foram nomeados para o cargo de professor de Educação Infantil e séries inicias do Ensino Fundamental e, no caso dos coordenadores pedagógicos, foram convocados 224 entre 2.413 aprovados, sendo que apenas 64 foram nomeados. “Um caso bastante ‘interessante’ é o de Ciências Sociais, que até agora não teve nenhum professor convocado para os 25 cargos do edital”, afirmou o professor Thiago Molina.
“É verdade que a maior parte desse tempo de espera não está sob a responsabilidade de Bacelar. Foram quatro meses para os exames médicos e mais três para o psicoteste. Estamos aguardando a junta médica indicar à Seplag quais de nós somos aptos ao trabalho. O que a Secult fez enquanto isso? Contratou estagiários que ocupam vagas na rede municipal quando deveriam estar em sala de aula acompanhados por professores concursados. É uma prática  ilegal que fere a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e a própria Constituição Federal”, desabafou Molina.
“Será que realmente é atrativo ser demitido em função de uma aprovação em um concurso e esperar sete meses por uma nomeação que ainda não aconteceu?”, questionou a professora Michele Santos de Meneses.
A insatisfação não parou por aí. Quando o secretário Bacelar afirmou que João Henrique é que um bom prefeito e que prioriza a educação, também provocou o descontentamento da categoria. “Em que lugar do mundo esse prefeito pode ser preocupado com a educação, se ele entrega o cuidado e a educação de nossas crianças a profissionais não-concursados e não habilitados?  Não há uma coordenação de trabalho entre as pastas e cada uma prioriza o que bem entende ou a nomeação de professores não é prioridade da gestão? Será que se está usando o cargo de professores como moeda de troca política? A sociedade aceitaria ter sua cabeça na mão de neurocirurgiões com formação incompleta? “, disparou o professor Molina.
Audiência pública
Uma comissão de educadores denunciou ao Ministério Público, através da Ouvidoria da Câmara Municipal, a prática da Secult de contratar estagiários para os lugares dos concursados.
Durante audiência publica realizada em março deste ano, na Câmara Municipal, professores reivindicaram dos representantes das secretarias um cronograma de convocações e nomeações, para que os próximos convocados não aguardem mais de meio ano para começar a trabalhar.
Enquanto os educadores aguardam a nomeação, na Escola Municipal Francisco de Sande, em Coutos, Subúrbio Ferroviário, faltam professores. Também na audiência pública realizada na Câmara, a diretora Ana Beatriz explicitou as dificuldades da instituição com a falta de oito profissionais de ensino.

Já na Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos, no bairro do São Gonçalo, o problema é outro. Com salas pequenas e uma quantidade excessiva de alunos, os professores não conseguem passar o conhecimento aos estudantes com as condições mínimas de estrutura.

O investimento em reformas também foi questionado pelo professor Thiago Molina. “Essas obras estão sendo feitas no apagar das luzes e que vão terminar às vésperas da eleição. O prefeito está querendo receber os aplausos e méritos no momento oportuno”, concluiu.

A reportagem do Bocão News tentou contato com o secretário João Carlos Bacelar para comentar as denúncias feitas pelos professores, mas até o fechamento desta matéria não obteve sucesso.

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